sexta-feira, dezembro 14

Direção e servidores se unem para resgatar o SAAE de Alagoinhas do fundo do poço

Direção e servidores se unem para resgatar o SAAE de Alagoinhas.

“Depois do fundo do poço não tem mais nada, é o fim, mas também pode ser o recomeço, pois, abaixo dele não tem mais nada”. Com essa frase célebre de Geraldo Rufino, conhecido como o catador de sonhos, notório pela sua habilidade de soerguer-se em momentos críticos de sua vida, até atingir o ápice de faturar R$ 50 milhões, que servidores, direção e coordenadores fizeram um pacto para o soerguimento do SAAE de Alagoinhas, deixado pela administração anterior com dívidas superiores a R$ 14 milhões. Os trabalhos foram coordenados pela diretora-geral Maria das Graças Reis.
A reunião de trabalho, que segundo a maioria não ocorria há quase 10 anos, aconteceu durante todo o dia de ontem (13), no Hotel Plaza, e serviu como pontapé inicial para a retomada do crescimento, tendo como desafios ajustar contas, gastar o extremamente necessário e elaborar um plano de curto, médio e longo prazo para enfrentar os períodos difíceis que se avizinham.
Acreditando no novo momento em que o SAAE está vivendo, com nova direção e servidores dispostos à retomada do crescimento, o prefeito Joaquim Neto, acompanhado dos secretários Raimundo Queiroz (Chefe de Gabinete), José Edésio Cardoso (Governo) e Geraldo Melo (Comunicação), foi dar a sua palavra de confiança, apostando que a autarquia tem credibilidade, funcionários dedicados e uma história de 52 anos construída com muito suor.
“Venho aqui dar o meu voto de confiança em todos vocês, pois acredito que irão atravessar esse período difícil e retomar a credibilidade que o SAAE já desfrutou, devolvendo à autarquia o seu papel primordial, o de cuidar do saneamento, ofertando uma água de qualidade e a custos baixos”, disse o prefeito Joaquim Neto.
No período da tarde os servidores se dividiram em grupos de coordenações ou de setores afins, apontando problemas e buscando soluções. “Essa é a oportunidade de cada um mostrar o que pode mudar, como podemos mudar e de que forma podemos fazer para soerguer o SAAE e tirar a autarquia desse buraco em que a colocaram”, disse Maria das Graças, que participou ativamente de todas as discussões.
A facilidade de Maria das Graças se dá em função de sua formação, engenharia sanitária, e por ter passado 8 anos à frente da direção técnica e direção-geral, período em que o SAAE viveu os seus melhores dias. “Eu não acredito que os computadores, cadeiras, mesas, estantes e instalações são as mesmas que implantamos aqui há mais de dez anos”, desabafou Gal, desacreditada com o estado de abandono em que foi largada a autarquia.
Vanderley Soares
Assessor de Comunicação Social

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