sexta-feira, novembro 16

Virgínia Rodrigues será a principal atração da 1ª Virada Cultural de Alagoinhas

Virgínia Rodrigues será a principal atração da 1ª Virada Cultural de Alagoinhas
Virgínia Rodrigues será a principal atração da 1ª Virada Cultural de Alagoinhas

A cantora baiana Virgínia Rodrigues será a principal atração da 1ª Virada Cultural de Alagoinhas, que acontecerá entre às 16h do dia 16 de dezembro até às 20h do dia 17 de dezembro, com manifestações artísticas e culturais na Praça da Bandeira, estacionamento da prefeitura e Mercado do Artesão.   Ela vai se apresentar com o grupo As Ganhadeiras de Itapuã, no show “Negra é a voz”, cuja história na música baiana nos remete aos séculos XIX e XX, quando Itapuã era uma vila de pescadores, retratada por Dorival Caymi em seus versos, tornando o bairro um dos mais conhecidos do Brasil.
O anúncio foi feito pela secretária de Cultura, Esporte e Turismo, Iraci Gama Santa Luzia, na noite de sexta-feira (6), no gabinete do Prefeito Joaquim Neto, durante o ato de inauguração da iluminação de Natal.
Serão 28 horas repletas de música com a Banda Marcial Tradicional, samba, axé, forró, rock, jazz e MPB. Quem curte dança deve levar o seu par para as apresentações de zumba e para aqueles adeptos a esportes haverá apresentações de karatê, jiu-jitsu e capoeira. Tudo isso regado a muita poesia, e para ninguém ficar parado neste virão, nos intervalos das atrações, muita luz e som de qualidade tocando no palco da festa.
Virgínia Rodrigues é uma cantora brasileira, descoberta por Caetano Veloso durante um ensaio do Bando de Teatro Olodum, em Salvador, em 1997. Sua música tem influência de música clássica, samba e jazz, ao mesmo tempo que suas letras têm referências a entes do candomblé e umbanda. Sua voz prolixa e grave atinge desde notas agudas até tons mais graves e é mais um típico caso brasileiro de um artista talentoso e bastante reconhecido no cenário internacional, mas ignorado no Brasil.
Depois de anos cantando em coros de igrejas católicas e protestantes, ela havia sido convidada pelo diretor Márcio Meireles para participar da peça Bye Bye Pelô, onde Caetano a viu pela primeira vez. De origem humilde, Virgínia traz referências populares e líricas do que ouviu na infância e juventude. O resultado é que seu canto vagueia entre o erudito e o popular. O primeiro disco foi produzido por Celso Fonseca e teve arranjos de Eduardo Souto Neto. As músicas foram escolhidas por Virgínia, Caetano e Celso Fonseca, e inclui canções como Noite de Temporal, de Dorival Caymmi, além das participações de Djavan, Gilberto Gil e Milton Nascimento.
O seu primeiro álbum “Sol Negro” foi bem recebido nos Estados Unidos e na Europa, rendendo à cantora raras críticas. O The Times de Londres escreveu: “…A nova Diva da musica brasileira, a cantora baiana de 33 anos, comoveu todo o Brasil com seu álbum de estreia Sol Negro; uma rica mistura de influências africanas e portuguesas e de samba de raiz.” Sendo elogiado também pelo jornal Le Monde e pela revista Rolling Stone.
A história da cantora baiana Virgínia Rodrigues ficou tão conhecida internacionalmente que os jornalistas americanos a apelidaram de Cinderela brasileira. Ex-manicure saída de uma favela de Salvador realizou, em um ano, duas turnês pelos Estados Unidos, shows na Europa e foi entrevistada por David Byrne, ao vivo, na televisão americana. Nos Estados Unidos, Europa e Japão, o primeiro disco de Virgínia saiu pela gravadora Rykodisc, de propriedade de Cris Blackwell, o mesmo que popularizou nomes como Bob Marley, Peter Tosh e U2.
Redação Se Liga Alagoinhas com Vanderley Soares

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