quarta-feira, novembro 14

Bahia é o 7º estado em assassinatos de crianças e adolescentes, diz ONG

A Bahia é o sétimo estado brasileiro onde mais são assassinadas crianças e adolescentes. Foram 27 homicídios de pessoas entre zero e 19 anos a cada 100 mil habitantes em 2015. O dado faz parte de um levantamento realizado pela Fundação Abrinq com base nas informações no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. O estudo busca identificar a situação da criança e do adolescente em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

O estado está acima da média nacional que é 18,1, mas abaixo de outros estados brasileiros, como o primeiro colocado da tabela Alagoas (36) ou o vice, Espírito Santo (33,7). A unidade da Federação também está acima da média nordestina, que é de 25,7. No Nordeste, a Bahia ocupa o quinto lugar, atrás de Alagoas, Rio Grande do Norte (32,9) e Sergipe (31,7), Ceará (31). 

A situação muda quando se analisa o número absoluto de homicídios de crianças e adolescentes por estado. Na Bahia, 20,3% do total de homicídios cometidos em 2015 foram contra pessoas entre zero e 19 anos, ou seja, 1.223 dos 6.012 crimes deste tipo. Sob esse ponto de vista, o estado é seguido pelo Rio de Janeiro e pelo Ceará, onde as mortes violentas dentro desta faixa etária correspondem a 1.002 e 900, respectivamente. Nestes estados a proporção é de 19,6% do total de crimes no Rio e 21,6% no Ceará. Neste sentido, nestes estados cerca de um homicídio a cada cinco é de crianças e adolescentes. 

No ano de 2015, o Ministério da Saúde identificou 59.080 homicídios no País, sendo que 10.956 foram contra pessoas entre zero e 19 anos (18,5%). A maior parte destes ataques se concentrou  na faixa etária entre 15 e 19 anos, 9.998. Na Bahia, a situação se repete. Dos 1.223 homicídios de crianças e adolescentes, 1.124 vitimaram jovens entre 15 e 19 anos. 

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) ainda não se posicionou sobre o levantamento.  

Correio da Bahia

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