quarta-feira, novembro 14

Preservação da memória e valorização da cultura: com apoio da Prefeitura de Alagoinhas, Festa de Nossa Senhora da Guia mobiliza comunidades locais

Foto: Divulgação

“Este ano, está uma maravilha! Ave-Maria, eu gosto demais”. O depoimento é de Wanderlita Santos de Almeida, de 70 anos, que mora no distrito de Riacho da Guia desde que nasceu. Dona Wanda, como é conhecida, explicou que a festa da padroeira acontece todos os anos e disse que a caminhada trazia, para Riacho da Guia, devotos de muitas regiões. “Vinha gente de fora, dormia aqui. A gente oferecia lugar”, contou a moradora.
Segundo ela, muita coisa mudou depois dos anos ininterruptos de procissão, mas a festa continua atraindo fiéis. “Eu gosto mais da Igreja, da missa. Ah, ontem foi maravilhoso. Gostei de tudo”, pontuou.
Com o tema “Nossa Senhora da Guia, Mãe da escuta e do silêncio”, a programação deste ano começou com uma procissão que saiu da comunidade da Cruz da Caetana, na última sexta-feira (26), para a Igreja de Nossa Senhora da Guia, onde houve o início da novena.
A festa segue até domingo, 4 de fevereiro, e conta com apresentações de corais das comunidades em todo o novenário. Para a moradora Maria de Lourdes, que também vive no distrito desde que nasceu, “o ponto mais forte é o último dia da procissão. Os povoados e a sede se encontram, todos, para homenagear a padroeira”.
No meio dos fiéis, tem quem vá só pedir a bênção, quem compareça para fazer uma oração, apenas, quem vá religiosamente a todas as missas e quem participe da procissão integralmente. Gente que vem de fora, gente que mora no bairro. Pessoas que se deslocaram de longe e moradores cativos que ajudam a preparar a Igreja para a data festiva.
É o caso de Darcy Ferreira Nogueira, que há 18 anos prepara o andor que carrega a padroeira durante o percurso da procissão, no dia de encerramento da festa. A estrutura ornamentada é carregada apenas por mulheres, que seguem em caminhada louvando à Nossa Senhora da Guia.
“Minha mãe era quem tomava conta da Igreja, era quem ornamentava a Igreja. Ela foi uma pessoa que se dedicou à Igreja totalmente. Os padres jantavam, faziam as refeições todas na casa dela. E aí nos criamos com aquela fé, com aquela devoção em Nossa Senhora da Guia, que é, assim, uma coisa muito grande que eu não sei explicar o tamanho da fé que temos nela. Eu sei que é uma coisa que mexe muito com a gente. Minha mãe tem 18 anos que faleceu, eu tenho 18 anos que tomo conta do andor. É uma emoção”, comentou Darcy Nogueira.
Sob o espectro religioso, Nossa Senhora da Guia está associada à estrela que guiou os Reis Magos à manjedoura do menino Jesus. Em termos históricos, conta-se que a imagem de Nossa Senhora da Guia chegou ao Brasil junto com a imagem de Nosso Senhor do Bonfim, trazidas pelo capitão da Marinha Real em 1745.
No distrito de Alagoinhas, a festa tradicional em louvor à padroeira se espalhou e já faz parte do calendário religioso da região. “Riacho da Guia é uma rica fonte de informações da história do município, por isso não podemos deixar de destacar a importância de preservação da cultura e das festas tradicionais, como essa linda procissão”, pontuou a vice-prefeita Iraci Gama.
Para realizar a novena tradicional, a Prefeitura apoia os moradores. Por meio da Secretaria de Cultura Esporte e Turismo (SECET), a gestão pública de Alagoinhas fornece toda a infraestrutura para ornamentação e organização da Festa de Nossa Senhora da Guia.
Até sábado (03/02), as missas acontecem pontualmente às 19h, e a programação completa pode ser acessada através do link: http://www.alagoinhas.ba.gov.br/index.php/prefeitura-de-alagoinhas-divulga-programacao-da-festa-tradicional-de-nossa-senhora-da-guia/.
Nossa Senhora Da Guia

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