sábado, novembro 17

5 aplicativos de denúncia que ajudam mulheres na luta contra o feminicídio

Em menos de uma semana, dois casos de mulheres que supostamente foram atiradas pela janela por seus respectivos companheiros foram noticiados. A gente fala “supostamente” porque as investigações sobre o caso ainda estão acontecendo e, dentro do jornalismo, uma afirmativa só pode ser feita quando a apuração oficial é dada como finalizada. Contudo, e isso até mesmo as autoridades concordam, os indícios de ambos os casos levam a crer que os crimes cometidos foram de feminicídio.

O Brasil é um dos países que mais mata mulheres por crimes de ódio baseados em gênero. Estima-se que 12 pessoas do sexo feminino sejam mortas diariamente. O criminoso, na maioria dos casos, é alguém próximo à vítima, como um namorado ou marido. Por medo, vergonha e/ou culpa, muitas mulheres deixam de ir à delegacia mais próxima denunciar. O que pouca gente sabe, contudo, é que os aplicativos de denúncia são muito úteis e, diversas vezes, uma saída eficaz para mulheres que estão precisando de ajuda.

Nesta matéria, selecionados 5 apps gratuitos que valem a pena conhecer! Se você tiver alguma outra indicação, deixe nos comentários, para que cada vez mais garotas tenham acesso a esse tipo de conteúdo. A CAPRICHO quer apenas salientar uma questão: durante nossas buscas, percebemos que muitos aplicativos estão desatualizados ou apresentando erros. É importante que os criadores e desenvolvedores não abandonem os apps, pois eles são vitais para muitas mulheres e realmente salvam vidas. Na luta contra o feminicídio, todo apoio e suporte é essencial!

1. SOS Mulher

Uma iniciativa do Ministério Público do Estado do Amapá, o aplicativo permite que a mulher registre até cinco contatos de emergência que podem ser ativados através de mensagens automáticas. Outra coisa muito interessante é o espaço dedicado a depoimentos pessoais, que vão desde desabafos sobre casos de assédio até textos empoderadores para vítimas, estimulando que elas sempre denunciem os criminosos. O aplicativo está disponível apenas para iOS.

2. Salve Maria

O aplicativo é uma iniciativa do Governo do Estado do Piauí para que as mulheres consigam enviar de maneira anônima denúncias. De acordo com uma matéria realizada pelo jornal Bom Dia Piauí, o “botão do pânico”, que manda um alerta para a viatura de polícia mais próxima da ocorrência, foi acionado 192 vezes entre março de 2017 e junho de 2018. Violências física e moral foram as mais denunciadas. O aplicativo está disponível tanto para Android quanto para iOS.

3. Me Respeita!

“Mais do que um aplicativo, queremos ser um auxílio no combate à violência contra a mulher”. É isso o que informa a biografia do app, que pode ser usada por uma usuária que queira relatar um assédio e/ou cadastrar um contato de emergência por precaução. Para se cadastrar, é preciso colocar um nome e um contato de emergência, que será sempre ativado no caso de necessidade – e se acionado pela usuária, é claro. O aplicativo está disponível para Android.

4. SaiPraLá

Criado pela Catharina Doria, nossa colunista do Diário de Intercâmbio, o aplicativo surgiu depois de a garota já ter passado por muitas situações constrangedoras em espaços públicos. “O intuito do SaiPraLá é mapear o assédio e atuar na prevenção dele, mostrar para as mulheres quais são os locais onde mais ocorrem assédios e pressionar os órgãos responsáveis pela nossa segurança para que tomem atitudes”, conta a criadora. O aplicativo só está disponível para iOS.

5. Mete A Colher

O aplicativo bate na tecla de que a violência doméstica é a principal causa de mortes dentro do feminicídio. O Brasil é o quinto país do mundo que mais mata mulheres e, de acordo com um levantamento recente realizado pelo G1, 12 pessoas do sexo feminino são mortas por dia. No app, é possível pedir ajuda e denunciar. Tudo de forma anônima. Uma rede de apoio também está disponível para a usuária que esteja carecendo de ajuda. O aplicativo está disponível para o sistema Android, mas é esperado que ele chegue em breve para iOS.

Marcio M.G Ramos.

Jornalista DRT 5202/BA

Conselheiro ABI- Associação Brasileira de Imprensa.

Delegado Regional Alagoinhas/BA ANI- Assoc.Nacional e Internacional Imprensa.

Membro da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa, Expressão e Direitos Humanos

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