sábado, novembro 17

Ponte desaba em Gênova e deixa ao menos 22 mortos

Uma ponte desabou em uma rodovia na cidade de Gênova, no norte da Itália,nesta terça-feira (14). Segundo informações preliminares do Ministério do Interior italiano, ao menos 22 pessoas morreram, entre elas uma criança, e 5 pessoas estão em estado grave.
O ministro dos Transportes, Danilo Toninelli, disse em publicação no Twitter que está “acompanhando com grande apreensão o que parece ser uma imensa tragédia”.

Uma parte de aproximadamente 200 metros da ponte Morandi, na autoestrada A10, caiu repentinamente, segundo a emissora Sky TG24. Carros e caminhões ficaram presos sob os escombros.

O viaduto passa por uma zona urbana na qual há shoppings, edifícios residenciais e áreas industriais. Algumas casas nas proximidades também foram atingidas pelos escombros da ponte.

Segundo os bombeiros, o desmoronamento aconteceu por volta do 12h do horário local (7h em Brasília), durante fortes chuvas. Imagens divulgadas pela televisão local mostram a autoestrada coberta de poeira.

“Os bombeiros participam, assim como as equipes de resgate com cães farejadores”, anunciou o corpo de bombeiros no Twitter.

Uma testemunha afirmou à emissora Sky Italia que quando a ponte cedeu “oito ou nove” veículos estavam em cima da estrutura. O italiano descreveu o ocorrido como “uma cena de apocalipse”.

Ainda não se sabe o que provocou o colapso de parte do viaduto, mas o Corriere della Sera afirma que estrutura pode ter apresentado uma falha estrutural.

O viaduto Polcevera, também chamado de Ponte Morandi, atravessa Polcevera, em Gênova, e passa pelos bairros de Sampierdarena e Cornigliano, que ficam próximos ao aeroporto local. É considerada uma das principais vias de acesso pela capital da Ligúria.

Projetado pelo engenheiro Riccardo Morandi, o viaduto foi construído entre 1963 e 1967 e chegou a ser batizado e “Ponte do Brooklyn” pelas semelhanças com o famoso local em Nova York. Possuí mais de 1 quilômetro de comprimento e 90 metros de altura. Passou por reformas em 2016.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *