sexta-feira, agosto 23

Escola cultural de Alagoinhas promove agenda de arte e cidadania

As escolas da rede estadual de ensino, que abrigam o projeto Escolas Culturais, estão desenvolvendo várias atividades artísticas e voltadas para a cidadania. Nesta quarta-feira (13), a inciativa fomentou debates e apresentações artísticas em unidades escolares de Alagoinhas e Paramirim. Já para esta quinta-feira (14), está programada uma mostra de música alternativa, no Colégio Estadual Luís Viana, localizado no bairro de Brotas, em Salvador.

No Colégio Estadual de Paramirim, no município de Paramirim, a comunidade escolar participou, nesta quarta, do I Seminário da Rede de Proteção Social, que teve como tema “O eixo da promoção dos direitos – uma atuação da rede”. A iniciativa contou com a participação de representantes das Secretarias Municipais de Educação e de Cultura, do Conselho Tutelar, da Polícia Militar – Pacto pela Vida, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

A estudante Jéssica Rodrigues, 16, 3º ano, falou do seu interesse pela atividade realizada na sua escola. “O seminário abordou temáticas atuais e importantes para combatermos males sociais, como a violência doméstica. Sabemos que existe a rede de proteção do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e do CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) e este diálogo é fundamental no ambiente escolar para buscarmos uma sociedade melhor”.

O coordenador do Escola Cultural de Paramirim, Nardaniel Fernandes, destacou que o seminário contemplou a proposta do projeto de promover o diálogo entre a escola e a comunidade externa. “A atividade possibilitou a multiplicação de conhecimentos, beneficiando os nossos jovens, que foram apresentados às instituições participantes e seus projetos de cunho social voltados à população. O propósito do diálogo foi justamente promover o pertencimento da comunidade escolar nas ações realizadas por esses órgãos em prol da população”.

Alagoinhas – Os estudantes do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, no município de Alagoinhas, também participaram, nesta quarta, do seminário Proteção e Cidadania, sob o tema “Quais suas redes de proteção” e intervenções musicais. Realizado pela unidade escolar em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Alagoinhas, Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (HEMOBA) e Transaúde Clínica Médica Especializada, o evento teve, também, a presença de alunos de outras escolas da cidade.

Atenta às palestras, a estudante Sara Lima, 16, 1º ano, deu a sua opinião sobre o evento. “É essencial um seminário como este, que reúne jovens para discutirmos questões como feminicídio e suicídio, que são problemas sociais atuais e que precisamos combater. Estamos com altos índices de violência contra a mulher e acho que para romper com esta situação é a partir da conscientização, do diálogo”.

O coordenador do Escolas Culturais em Alagoinhas, Luiz Fernando Barbosa, ressalta a importância das atividades que o projeto realiza ao longo do ano letivo. “Tivemos um auditório lotado de estudantes interessados em conhecer o papel de cada um destes órgãos aqui representados e que apresentaram à comunidade a rede de proteção com relação a direitos humanos, justiça social e assistência social. Com isto, os jovens vão saber como acessá-los a partir de suas necessidades”.

Agenda – No sábado (16), é a vez do projeto realizar no Colégio Modelo de Vitória da Conquista o I Encontro de Rede de Proteção do município. Com o tema “Políticas Sociais para a Juventude de Vitória da Conquista”, o evento tem como objetivo promover um debate e uma reflexão em torno de projetos e ações que integram a inclusão social, a saúde e a educação no amparo à juventude. A programação consta de palestras, mesa-redonda, apresentações artísticas e culturais, exposições e oferta de serviços, como o cadastro do ID Jovem e o Bolsa Família.

Sobre o projeto – O Escolas Culturais integra o programa Educar para Transformar e tem como objetivo promover o protagonismo estudantil, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural do Território de Identidade onde está inserida. A iniciativa já envolve 85 unidades escolares, em 85 municípios, potencializando os projetos artístico-culturais já existentes e fomentando novas atividades, sendo resultado de parceria entre as secretarias da Educação, de Cultura (Secult), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e Casa Civil.

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