terça-feira, agosto 20

Em celebração ao Dia do Trabalhador, SAAE publica perfil de leiturista

O Dia do Trabalhador, comemorado nesta quarta-feira, 1º de maio, resulta de uma série de reivindicações por melhores condições de trabalho ocorridas em Chicago, nos Estados Unidos da América, em 1886.

No Brasil, o primeiro dia do quinto mês do ano também é marcado por grandes conquistas trabalhistas, como o salário mínimo, instituído pelo presidente Getúlio Vargas em 1940, e pela criação da Justiça do Trabalho, no ano seguinte.  Em comemoração a um dia tão especial, o SAAE conta abaixo a história de um de seus servidores, representante do esforço coletivo de todos aqueles que fazem parte da autarquia e que se empenham diariamente para servir aos moradores de Alagoinhas com zelo e respeito.

— Ô de casa!

Instantes depois, quando uma senhora aparece na janela de casa, Rangel dá bom dia, entrega a conta de água à moradora e segue adiante pela calçada. Com algumas variáveis, a cena se repete por centenas de casas, numa média de 260 vezes por dia. Na cintura, a impressora e o coletor usados na leitura do hidrômetro. A farda de manga comprida e o chapéu com logotipo azul servem não só como proteção, mas também como identificação: sob sol ou sob chuva, os leituristas são figuras constantes nas ruas da cidade, responsáveis pela contagem do consumo dos imóveis e entrega das contas aos usuários. Até o final de abril, o SAAE registrou um total de 51.189 ligações de água ativas.

— Temos que ter muita responsabilidade com a nossa leitura. Os leituristas são os olhos do SAAE lá fora. Procuro sempre informar o máximo possível, tirar dúvidas e pedir que a pessoa passe o conhecimento para seus vizinhos.

Natural de Alagoinhas, Rangel Freitas é servidor da autarquia desde 2005, integrante dos concursados de 2003. Antes, chegou a trabalhar como office boy de loja de informática e na serralheria do pai. No concurso público, viu a chance de conseguir a desejada estabilidade profissional. Quando foi convocado para assumir o cargo no SAAE, estudava Letras com Inglês na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus II. Precisando escolher entre o estudo e o trabalho, optou pelo segundo. Não se arrepende.

Afinal, de lá para cá, após incontáveis caminhadas da rotina de trabalho, leituras de hidrômetros, contas impressas e entregues, aos trinta e sete anos o servidor acumula no currículo um curso técnico em meio ambiente, uma faculdade de gestão ambiental e outra de engenharia mecânica.

Todos os dias sai com um roteiro pré-estabelecido. Para otimizar o trabalho, a cidade é dividida por rotas (bairros e zonas). Que as jornadas são cansativas, Rangel não nega, mas garante que o corpo se acostuma. E, sim, há situações adversas, mas é preciso enfrentar e fazer o trabalho. O suor de todo dia compensa? Quanto a isso, o pai do Levi não tem dúvida.

— Vale a pena. Poder viajar nas férias, ter um final de semana bom, comer em um restaurante. Tudo que eu conquistei em minha vida foi aqui no SAAE.

Os passos são firmes e seguros, de quem está acostumado e sabe onde está pisando. Os olhos no hidrômetro, na conta, no número da casa, nos olhos do morador. No final do dia, de volta à sede, a certeza de ter feito um bom trabalho.

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