Operação da PF contra grupo especializado em fraudes a bancos cumpre mandados em Catu

Oito pessoas foram presas pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (4), em quatro cidades baianas, e também em Fortaleza (CE), suspeitas de fazerem parte de uma quadrilha especializada em fraudes contra bancos. Segundo a PF, toda a base da organização criminosa funcionava em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador.

Operação foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4). — Foto: Arquivo Pessoal

Também foram expedidos 29 mandados de buscas em Salvador, Feira de Santana, Santa Bárbara e Catu. Durante a ação, foram apreendidos 11 carros, quadriciclos e duas motos. Entre os presos, estão dois gerentes de instituições bancárias. A identidade deles não foi divulgada.

“A grande parte das agências bancárias estavam localizadas em Feira de Santana, havia agências de outras cidades nos arredores, mas os particulares que falsificavam, os funcionários dos bancos, a grande maioria era de Feira de Santana. Então a base da organização criminosa era de Feira de Santana”, explicou o procurador da república, Samir Nachef.

A operação, denominada de Assepticus, foi montada a partir de provas e colaborações premiadas obtidas na Operação Ali Babá, realizada em julho de 2016, e apontam a participação de servidores públicos edespachantes em desvios que superam os R$ 10 milhões.

Segundo a PF, os criminosos forjavam contratos sociais e outros documentos com dados falsos, simulando a existência de faturamentos e rendimentos de grande monta que, com a conivência de funcionários das instituições financeiras, possibilitavam a obtenção de empréstimos vultosos que jamais eram quitados.

“Conseguiu forjando os contratos e fazendo o superfaturamento da empresa. Uma empresa que era minúscula, as vezes nem existia e quando existia arrecadava R$ 100 mil, eles declaravam que ganhavam R$ 2 milhões, R$ 3 milhões. Isso permitia que conseguissem um financiamento ou empréstimo de um valor considerável”, disse o delegado da Polícia Federal, Val Goulart.

Cerca de 100 policiais federais participaram da operação. Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato, corrupção ativa e passiva, crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Foram apreendidos 11 carros, duas motos e quadriciclos.

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