quarta-feira, setembro 30
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1° dia da Virada Cultural mescla referências da música nacional, artistas da terra e destaques da nova geração

Com uma programação diversificada e mais de 15 horas ininterruptas de atrações, o 1° dia da Virada Cultural de Alagoinhas movimentou a praça Conselheiro Rui Barbosa, no centro da cidade. Foram shows musicais, performances, apresentações teatrais, samba de roda e uma mescla de repertórios significativos da música baiana que agitaram a noite de sábado (21).

Quem abriu a grade de shows foi Anderson Xará, com voz e violão, interpretando o melhor da música popular brasileira. Depois dele, foi a vez do samba de roda Grupo Resgate, do Tombador, que levou toda a força da tradição, da identidade e da cultura, diretamente da zona rural de Alagoinhas para a praça pública.

Foto: Ana Simono

A programação não foi apenas musical. Depois de percorrer mais de 60 cidades e de completar 31 anos de encenação nos palcos soteropolitanos, Lelo Filho e Rodrigo Villa, da Cia Baiana de Patifaria, voltaram a Alagoinhas e apresentaram, na 3ª edição da Virada Cultural, a esquete “Fanta e Pandora”, do espetáculo “A Bofetada”, em uma aula de interação com o público. “Através do humor, a gente pode mudar a vida das pessoas”, destacou Lelo Filho, que interpreta “Fanta Maria”.

Na sequência, a banda Acarajazz&Abarablues apresentou um repertório versátil, com versões da Black Music, releituras clássicas e produções autorais. Teve também rap na Virada. Hiran, revelação da música baiana, que ganhou os palcos de todo o país, em 2019, voltou à terra natal, neste final de semana, para um show emblemático. Cantando “Tem Mana no Rap”, o artista falou sobre diversidade, trouxe uma mensagem de resistência e colocou todo o público para dançar até o chão. “Tem muita coisa boa sendo produzida no interior”, ressaltou Hiran, que hoje reverbera as letras autorais por estados de todo o Brasil.

Foto: John Almeida

A atração mais esperada da noite, Luiz Caldas, o “pai da Axé Music” – que completa, em 2020, 50 anos de carreira –, chegou pouco depois das 23h, contagiando o clima, em Alagoinhas, com canções que ganharam as ruas de Salvador, do Brasil e do mundo. Multi-instrumentista, cantor e compositor, o artista subiu ao palco com o melhor da guitarra baiana, ouviu o público cantar junto os grandes sucessos e embalou o universo da praça pública com a magia, o toque, a irreverência e os ritmos da música que tem a raiz na Bahia.

Foto: John Almeida

“Amei! Luiz Caldas faz parte da minha linda juventude. Foi emocionante. Dancei, cantei, me emocionei. Estou muito agraciada. Inclusive eu disse agora que a arte é que salva a gente. Maravilhoso! Que a Secretaria de Cultura continue com esse trabalho”, pontuou a professora Elma Gama, durante o 1° dia de atrações da Virada Cultural.

Quem continuou o show enérgico, após a apresentação de Luiz Caldas, foi a banda Roça Sound, que acentuou as vibrações com sonoridades da música eletrônica, Reggae, Dance Hall e Rap, sem perder de vista a cultura nordestina e os ritmos afro-latinos. A banda feirese levou o agito noite adentro. Subiram ao palco ainda Dead System, DJ Kamani, Karv e IBlack.

Foto: John Almeida

O prefeito Joaquim Neto também participou da festa e enfatizou que a Virada Cultural continua neste domingo (21), com uma programação aberta ao público. Segundo a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Iraci Gama, o evento, que se consolida no calendário baiano, é também uma oportunidade para encontros através da arte e da música. De acordo com a gestora da pasta, além de movimentar a cidade e atrair visitantes, a Virada Cultural é também um chamado para a valorização da memória, da cultura e dos artistas locais.

Karlinhos Zambê, presidente do Conselho de Cultura, salientou que a programação da Virada Cultural 2019 foi organizada com foco em fortalecer os movimentos da Cultura, em resgatar repertórios significativos que fazem parte da história da música baiana e em unir gerações, com grandes shows que trazem movimento intenso para a cidade.

A realização é da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SECET), com apoio do Conselho de Cultura.

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