quinta-feira, setembro 24
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Efeito ‘corona’: álcool gel e máscaras acabam em farmácias de Feira de Santana

Prateleiras de farmácia no centro não têm mais álcool gel (Bruno Moura/Leitor CORREIO)

Nas prateleiras de algumas farmácias de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, não há mais álcool em gel, nem máscaras. “Aumentou demais a procura. A gente repõe e acaba”, disse Denisia Marques, atendente de uma drogaria na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. A busca cresceu depois que o primeiro caso de coronavírus na Bahia foi confirmado na cidade, na última sexta-feira (6).

O registro de Covid-19 no estado é o primeiro do Nordeste. A Bahia é o quarto estado com registro da doença. Também há pessoas infectadas em São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro – já são 14 casos no país. 

Os itens mais procurados são justamente o álcool gel – aplicado para evitar transmissão do vírus de uma mão para outra, por exemplo –, as máscaras de proteção e vitamina C solúvel. No topo da lista, está o álcool gel, como afirmam funcionários de cinco farmácias da cidade ouvidos pelo CORREIO. Em três das cincos drogarias, o produto não é mais encontrado. 

Onde Denisia trabalha, logo depois da divulgação do primeiro caso de coronavírus na cidade em uma mulher de 34 anos, o estoque de álcool gel acabou. Foi preciso pedir à distribuidora que enviasse mais uma caixa. Cada uma tem, em média, 50 unidades.

A farmácia teve que, inclusive, reforçar o plantão de final de semana devido à movimentação de clientes. Foram chamadas cinco pessoas para complementar a equipe, formada por outros cinco funcionários. Também no Centro da cidade, a funcionária de outra drogaria disse que não há mais máscara de proteção.

Nas prateleiras, “há pouquíssimas unidades de álcool”, informou. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) não divulgou balanço atualizado da doença no estado.

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