quarta-feira, abril 1

Secretário de Ministério critica hospital privado por ter transferido para o SUS paciente com coronavírus: ‘Inadmissível’

Mulher que testou positivo para coronavírus no DF chega ao Hospital da Asa Norte (HRAN), no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, criticou nesta segunda-feira (9) a transferência da paciente diagnosticada com coronavírus no Distrito Federal para a rede pública. A mulher procurou atendimento em um hospital particular, mas foi realocada. Segundo a Secretaria de Saúde do DF, o hospital privado disse que “não estaria preparado para atuar no caso”.

“Isso que aconteceu em Brasília é inadmissível. Nós não aceitamos e nós não vamos concordar que isso possa ser feito. O plano de saúde, o hospital privado que atendeu o paciente, ele está preparado para atender o paciente grave na UTI, não tem porque ele não atender um paciente que precise de atendimento intensivo só porque tem o coronavírus”, disse Gabbardo em entrevista coletiva.

O G1 acionou o hospital particular onde a mulher recebeu o primeiro atendimento, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

O secretário-executivo disse não saber se, no caso da paciente do DF, houve alguma justificativa específica para a transferência à rede pública. No entanto, disse que, de forma geral, esse tipo de situação não será aceita.

Transferência

A mulher de 52 anos que foi o primeiro caso confirmado do novo coronavírus no DF apresentou os sintomas de Covid-19 após uma viagem ao Reino Unido e à Suíça, no mês passado. Ela retornou à capital em 26 de fevereiro e procurou um hospital particular na última quarta-feira (4), apresentando febre, tosse e secreções.

O primeiro exame, que testou positivo para o coronavírus, foi feito no local. Na madrugada de sexta-feira (6), no entanto, a paciente foi transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade de referência para tratamento de casos suspeitos na rede pública do DF.

Segundo a Secretaria de Saúde, a unidade particular disse não estar preparada para atuar no caso. À ocasião, o hospital afirmou que o tratamento em isolamento exigia “condições específicas que foram equacionadas pelo governo do Distrito Federal no Hospital de Base e Hospital Regional da Asa Norte”.

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