quinta-feira, setembro 24
Shadow

O Quinze – Raquel de Queiroz

Foto: Gessica Ronise

Em 1992 recebi da Raquel de Queiroz este exemplar devidamente autografado, que causou em mim emoção tal que o guardo com muito carinho.

O Quinze é o primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz, publicado em 1930.

O título se refere à grande seca de 1915, narrado sob o olhar de uma professora que mora em Fortaleza e que, em suas férias, visita a fazenda da família. O romance faz parte do ciclo nordestino com algumas características do neorrealismo.

O neorrealismo foi muito influenciado pela prosa russa, pelo marxismo e pelas teorias freudianas, além de resgatar alguns preceitos do naturalismo e do realismo. O interesse na situação social é marcante em Rachel de Queiroz, que usa a seca como ponto de partida para mostrar o sistema precário de vida no Nordeste.

E para não dizerem que não falei, Raquel de Queiroz foi tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista e importante dramaturga brasileira.

Autora de destaque na ficção social nordestina, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões.

Luiz Eudes é autor de Noite de Festa, Tempo de Sonhos e Cangalha do Vento. É curador do coletivo Literatura com Cachaça e assina a coluna Café com Prosa.

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