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Apenas no papel: cumprimento do decreto 5.266 não é fiscalizado pela prefeitura de Alagoinhas

Funcionários do sistema público de transporte de Alagoinhas denunciam que as empresas de ônibus não têm tomado nenhuma medida de precaução para evitar a proliferação do novo coronavírus. A negligência estaria colocando em risco tanto os motoristas e agentes de bordo, quanto os passageiros das linhas públicas.

Segundo um dos motoristas com quem o Se Liga Alagoinhas conversou, que prefere não se identificar, as linhas onde não há higienização, nem desinfecção adequada, rodam em várias áreas de Alagoinhas. “Não acrescentaram nenhuma medida e cada ônibus tem uma média de oito viagens por dia”, afirma.

O profissional ainda ressalta que não houve nenhuma alteração na forma de limpar os veículos. “Uma vez por dia, com o ônibus na garagem, eles limpam com água e sabão”, relata.

A pouca higienização dos coletivos vai na contramão do que é exigido pela prefeitura de Alagoinhas. Segundo o decreto 5.266/2020, a limpeza dos ônibus deve ser realizada antes e depois de cada viagem. “Sobretudo, nos locais de maior contato dos usuários (barras de apoio e roletas)”.

Preocupação

O grande fluxo de pessoas no transporte coletivo acaba criando um risco grande para os trabalhadores nos veículos. Com o contato direto com os usuários e, em alguns casos, com o dinheiro, aumenta o risco de contaminação.

No entanto, os funcionários reclamam de não ter recebido nenhum apoio das empregadoras. “Não tem nem um álcool em gel. Tem que passar a viagem toda sem limpar e só depois conseguir lavar com água e sabão”, afirma.

A redação do site Se Liga Alagoinhas tentou por diversas vezes contato com a prefeitura de Alagoinhas e as empresas ATP e Viação Cidade de Alagoinhas porém não recebemos nem um retorno.

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