quinta-feira, outubro 1
Shadow

Contra o Red Bull Bragantino, Bahia tenta manter retrospecto positivo no Brasileirão

O primeiro encontro é algo que costuma deixar o jovem de hoje em dia cheio de inseguranças. Normalmente, é o momento em que se estuda o(a) parceiro(a), mede as palavras e vai ganhando confiança aos poucos. Esse não é o caso do Bahia, que já não é mais tão jovem, e teve muitos “primeiros encontros” em sua história. Nas últimas 10 vezes que enfrentou adversários inéditos, o Tricolor venceu cinco jogos, empatou três e perdeu apenas dois.

E neste domingo, 16, o Esquadrão de Aço terá pela frente um debutante no Brasileirão: Red Bull Bragantino, no estádio Pituaçu, às 16h. O Bahia já enfrentou o “antigo” Bragantino, mas não desde que a empresa de energéticos Red Bull assumiu o futebol do clube, mudou o nome e fez alterações no escudo, para “construir uma nova história”.

Nessa nova história, é a primeira edição da equipe que segue sendo de Bragança Paulista na Série A. E no meio do caminho tem um Bahia, que nessa sequência de últimos dez primeiros encontros enfrentou seis paulistas – um deles inclusive o antigo Bragantino, com quem empatou por 1 a 1 – e não perdeu nenhuma vez. O retrospecto é de cinco triunfos e dois empates, com 12 gols marcados e apenas dois sofridos.

Os dois revezes citados mais acima foram impostos por Chapecoense (SC), em 2014, e Juventude (PR), em 1995. Curiosamente, o Juventude daquela época era um clube-empresa, comprado pela Parmalat, assim como é o Red Bull Bragantino hoje, com a diferença de que a companhia de laticínios tinha como “carro-chefe” no Brasil o Palmeiras. O resultado foi 3 a 0 para os paranaenses.

Modelo de Gestão

Apesar de ser um clube relevante no interior de São Paulo – conquistou um título paulista, em 1990 – o antigo Bragantino nunca teve projeção nacional. Além disso, não vivia boa fase em 2018 e em 2019, sem perspectiva de subir à Primeira Divisão. Por isso, a Red Bull comprou o clube, investiu R$ 45 milhões e disputou a Série B, visando acesso imediato.

Não só deu certo, como o agora RB Bragantino conquistou o título da Segunda Divisão nacional com ótimo desempenho. Já nesse ano, ficou em primeiro na fase de grupos do Paulistão, à frente do Corinthians, mas terminou eliminado pelo próprio Timão. Para a Série A, o investimento foi de R$ 78 milhões em contratações, mesmo em meio à pandemia. O orçamento previsto é de R$ 200 milhões.

Foram trazidos jogadores como Artur, direto do Bahia, Alerrandro, promessa do Atlético Mineiro, e Matheus Jesus, do Corinthians. A ideia inicial é se manter na primeira divisão, mas a diretoria crê que é possível conquistar uma vaga na Sul-Americana do ano que vem, ou até na Libertadores. Vale lembrar que, atualmente, a parte administrativa e de futebol do clube é toda comandada pela Red Bull.

O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, já falou sobre a possibilidade de transformar o Bahia em clube-empresa. “Podemos trazer uma S/A para investir na base, para outros projetos. Agora, o Bahia virar um clube de investidores, eu sou contra. O Bahia tem encontrado um modelo sem fins lucrativos, sem necessidade de um investidor”, afirmou, em agosto de 2019.

Antes, o Tricolor tinha previsão de R$ 179 milhões para 2020. Porém, a paralisação prejudicou as finanças do clube, e as receitas sofreram uma queda brusca. “Um prejuízo incalculável”, segundo Bellintani.

Durante a pandemia, esse estilo de gestão foi fundamental para clubes como o Bragantino não verem suas finanças serem gravemente afetadas. Os resultados iniciais em campo não foram promissores, mas o desempenho sim. Dois empates, contra Santos, na Vila Belmiro, e Botafogo, em Bragança, por 1 a 1. No entanto, neste último jogo mereceu a vitória.

Mudanças

Para o jogo de hoje, o técnico Roger Machado terá a volta do centroavante Gilberto, destaque do time na última temporada. Porém, o camisa 9 poderá atuar por no máximo 45 minutos. Ele teve um problema no joelho e ficou quase um mês parado. Outra volta é a do atacante Clayson, que sentiu a coxa antes da partida contra o Coritiba.

Portanto, fica a dúvida se Roger Machado permanecerá com o esquema utilizado contra o Coxa, com Rodriguinho atuando como um “falso nove”, ou se voltará com um centroavante fixo lá na frente. Lembrando que este será o segundo jogo seguido do Bahia em Pituaçu. Depois, o Tricolor viaja duas vezes, para enfrentar São Paulo e Ceará, algoz da Copa do Nordeste.

FONTE: A Tarde

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *